KAMILLA NUNES

Portfólio Kamilla42.jpg

Espaços autônomos de

arte contemporânea

 

O livro de Kamilla Nunes é um potente mapeamento e estudo sobre o lugar físico, simbólico, metafórico e, principalmente, político, ocupado hoje por artistas e coletivos de arte brasileiros que propõem, como estratégias artísticas, políticas e sociais, a criação de espaços alternativos, ou independentes, ou autogestados, ou autônomos, de arte contemporânea.

Escreve Renato Rezende em capítulo introdutório ao livro: “Num mundo fluído e fugidio, não é fácil discernir o joio do trigo, e o que parece audácia é frequentemente mero espetáculo, e vice-versa. Nesse sentido, o mapeamento e as reflexões levantadas por Kamilla Nunes em esse livro – focado no Brasil atual, mas atento às suas origens internacionais – tornam-se fundamentais para a elaboração de critérios, valores e leituras críticas de obras de arte contemporâneas, que em grande alcance são indiscerníveis das ações, espaços e posicionamentos de seus artistas-propositores.”

 

Baixe o livro na íntegra

Captura de tela 2021-03-01 182952.jpg

Embarcação

 

A Embarcação, desenvolvida na linha de pesquisa Proces￾sos Artísticos Contemporâneos, é um espaço físico e edi￾torial que começou a se configurar em 2016 em Florianópolis, aqui apresentada como uma plataforma discursiva e política de compartilhamento e debate. A estrutura editorial dessa dissertação se divide, sem nenhuma hierarquia, 
em três partes, cada qual subdividida por sessões polifô-
nicas e processuais. A primeira parte, “Embarcação”, diz 
respeito aos aspectos teóricos, políticos, conceituais, crí-
ticos e poéticos da Embarcação, tanto de seu espaço físico 
quanto discursivo. A segunda parte, “Rotas”, é composta 
por trabalhos desenvolvidos nas páginas desta dissertação 
[in site], ou seja, não são trabalhos pré-existentes (registro das ações). Por último, na parte “Mapas de Navegação”, as sessões correspondem aos espaços de arte que atravessaram a pesquisa e, sobretudo, serviram de referência para a criação da Embarcação. Ocorre que os assuntos abordados (ou embarcados) estão diluídos em todo percurso proposto, seja nos relatos, nas conversas, nas abordagens teóricas, nos estudos de caso ou nas imagens e nos registros 
das ações desenvolvidas pela/na Embarcação.

 

Dissertação de mestrado elaborada junto ao Programa 
de Pós-Graduação em Artes Visuais Mestrado, Ceart/
Udesc, para obtenção do título de mestre em artes 
visuais. 
Orientadora: Profa. Dra. Regina Melim

Florianópolis, SC, 2017

 

Baixe o livro na íntegra

Captura de tela 2021-03-01 183635.jpg

Ações Curatoriais

idealização/organização__Beatriz Lemos, Kamilla Nunes, Marta Mestre

 

O projeto Ações Curatoriais foi desenvolvido em Florianópolis do dia 22 a 30 de abril de 2014. Envolveu uma residência com dez curadores e um evento intitulado “Congresso Extraordinário da Ilha de Anhatomirim”. Tratou-se da primeira residência de curadores realizada no Brasil, uma iniciativa de Kamilla Nunes (Brasil), Beatriz Lemos (Brasil) e Marta Mestre (Portugal), com a coordenação do Instituto Meyer Filho (Florianópolis, Brasil). 

 

Durante 8 dias, 10 curadores atuantes tanto no Brasil quanto na América Latina e Europa, com diversos tipos de experiências, estiveram reunidos para imersão, troca, visitas a ateliers de artistas, debate e apresentação de suas práticas curatoriais. 

 

Ações Curatoriais - Santa Catarina foi realizado através do Prêmio Elisabete Anderle e contou com a parceria do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina, que acolheu o programa público: debates e apresentações. 

_____

 

 

curadores residentes_ Beatriz Lemos, Paulo Miyada, Marta Mestre, Gabriela Motta, Maria Monteiro, Júlio Martins, Fernando Boppré, Andreza Gomes, Santiago Navarro e Kamilla Nunes.

 

Baixe a publicação na íntegra

 

CAPA_SITE.jpg

Escovar a história

a contrapelo

Org. Aline Natureza e Kamilla Nunes

 

“A história que a história não conta” – diz o samba-enredo da Mangueira para o carnaval de 2019. Mas que carnaval? Qual alegoria? A “tradição dos oprimidos nos ensina que o ‘estado de exceção’ em que vivemos é na verdade regra geral. Precisamos construir um conceito de história que corresponda a essa verdade. Nesse momento, perceberemos que nossa tarefa é originar um verdadeiro estado de exceção; com isso, nossa posição ficará mais forte na luta contra o fascismo”, disse Walter Benjamin nas suas teses sobre o conceito de história, e escovar a história a contrapelo foi a forma que encontramos de não sucumbir à raiva, à desesperança, ao medo. Nosso esforço foi o de reunir vozes, por vezes dissonantes, já que nem os mortos estarão em segurança se o inimigo vencer. Do samba da Estação Primeira a Benjamin, o cercar-se de vozes que temem ser caladas. Se eles querem varrer nossa existência para baixo do tapete da história, o que propomos é varrer esse tapete a contrapelo, sacudir toda a poeira, até que eles se ,engasg,uem. Todos os textos aqui publicados foram escritos durante o período eleitoral e pós- -eleitoral, e reunidos, entre os dias 29 de agosto e 10 de novembro, por meio de uma rede afetiva e profissional. Entendemos que os processos coletivos são catalizadores, como um silêncio-nuvem de marimbondo, um zumbido crescente capaz de fazer eclodir infinitas possibilidades de chamas e insurgências. Muito obrigada a quem colaborou com a construção desta história a contrapelo!

 

Baixe o livro na íntegra